terça-feira, 7 de maio de 2013

Aristóteles

Aristóteles foi um dos maiores filósofos da Antiguidade. Foi o primeiro filósofo a fazer estudos sistemáticos acerca de meteorologia, zoologia (biologia), física, lógica. Além disso, dedicou também algumas das suas obras à reflexão acerca da natureza e justificação do Estado. Para Aristóteles, somente o Estado permitia ao Homem desenvolver o seu potencial, e conseguir a vida boa que ele identificava com a felicidade.


A apresentação está aqui:

"A Justificação do Estado"

O que aconteceria se o Estado, tal como o entendemos, não existisse?  Como seria a vida das pessoas normais se o fruto do seu trabalho, a sua família, a sua própria vida não estivessem a salvo do primeiro criminoso que aparecesse ou de animais selvagens? Que tipo de vida seria essa?


Aristóteles atribuia ao homem (à humanidade em geral) como característica essencial ser um animal político -- um zoon politikon. E somente no seio de um Estado pode desenvolver todo o seu potencial humano e viver uma vida digna. (Claro que, na Grécia Clássica, somente os homens livres poderiam atingir tal estatuto. Mulheres e escravos estavam à partida excluídos da vida pública/política independentemente das suas capacidades.)


Outra das respostas possíveis é a de Thomas Hobbes (1588-1679). Se a existência de um Estado forte, capaz de proteger a vida do homem seria 
“solitária, pobre, sórdida, embrutecida e curta.”


John Locke (1632-1704) defendia que todas as pessoas, nos seu estado  tinham naturalmente direitos que ninguém lhes poderia retirar. Assim, qualquer que fosse a forma que o Estado assumisse, deveria defender esses direitos.

Mais recentemente, as teorias contratualistas foram defendidas por John Rawls (1921-2002). A sua concepção de justiça como equidade é enormemente influente na filosofia política contemporânea e alvo de muita discussão.